Viva a reportagem

O que os jornalistas falam sobre o Farol Reportagem

“Com Lúcio Lambranho e outros talentosos colegas, participei de uma das jornadas mais gratificantes da minha vida profissional: ajudar a revelar a utilização indevida de dinheiro público por parlamentares no caso conhecido nacionalmente como a farra das passagens. Este caso mostrou que é possível uma equipe fora da imprensa tradicional, com menos recursos, fazer um trabalho jornalístico capaz de alterar a realidade. Deputados e senadores usavam a cota que deveria ser restrita aos deslocamentos entre a cidade natal e Brasília para fazer turismo e todo tipo de agrado com familiares, aliados políticos e até artistas. As revelações que publicamos pelo Congresso em Foco, em 2009, repercutiram em todos os veículos do país e obrigaram a Câmara e o Senado a reverem suas regras. Resultado: economia de ao menos R$ 25 milhões por ano aos cofres públicos. Um resultado só possível graças à persistência de repórter que tão bem caracteriza o esforço de Lúcio, responsável por coletar o material. Correr atrás das menores histórias até chegar às maiores, manter o espírito crítico e de indignação permanentemente vivo, observar a realidade pelo olhar do lado mais fraco, questionar sempre, duvidar das respostas oficiais, nunca desistir. Este é Lúcio. E, assim, tenho certeza, será o seu Farol, a iluminar o que muitos querem manter na escuridão. Muito obrigado e boa sorte, meu caro.” Edson Sardinha, editor-executivo do Congresso em Foco.

“Lúcio Lambranho é um sujeito comprometido, acima de tudo, com a ética. Esse é o princípio que fundamenta a sua conduta profissional. Ao longo dos meus 28 anos de jornalismo, nos principais veículos de comunicação do país, encontrei poucos repórteres que levam a profissão com tanta seriedade e respeito. Aliada a essa conduta profissional impecável, Lúcio tem uma rara característica: é um investigador competente e incansável. Em tempos de jornalismo declaratório, feito às pressas e sem o mínimo rigor, Lúcio se destaca por sua obsessiva fidelidade aos fatos. Ao longo dos últimos anos, tive a honra de trabalhar ao lado dele na apuração de reportagens difíceis e complexas, que nos tomaram vários meses. Foi uma experiência fascinante ver como ele trabalha. Aprendi muito com Lúcio Lambranho. Agora, quando ele se lança em sua mais ousada iniciativa, o jornalismo de Santa Catarina alcançará um novo patamar no que diz respeito à qualidade da informação. O Farol é uma contribuição não apenas para a cidade de Florianópolis, mas para todo o país.” Marques Casara, diretor executivo da Papel Social Comunicação.

“Lúcio Lambranho é dos melhores repórteres que passaram pelo Congresso em Foco. Foi do Lúcio, por exemplo, o maior mérito pela série que em 2009 mostrou coisas inacreditáveis sobre os gastos da Câmara e do Senado com passagens aéreas. É verdade que quase toda a equipe ralou muito pra fazer aquilo, mas o Lúcio foi quem teve o acesso a documentos absolutamente preciosos. A divulgação terminou levando o Congresso a mudar as regras de emissão de passagens aéreas. Fico muito feliz com sua iniciativa de criar um site. Longa vida ao Farol.” Sylvio Costa, fundador do Congresso em Foco.

“Nunca se falou tanto em investigação jornalística como agora. Em tempo de debates cada vez mais abertos, há um aumento da demanda por informação profunda. É necessário dizer, no entanto, que repórteres especializados em mergulhar nas difíceis planilhas de gastos oficiais, fazer conexões incômodas entre o mundo dos poderes privado e econômico e o das ruas e apresentar a leitores questionamentos complexos formam um grupo reduzido no país. Lúcio Lambranho, com experiência nos mercados da imprensa de Brasília e Florianópolis, faz parte dessa lista seleta e necessária para a expansão da cidadania. Conheci Lúcio num congresso de jornalismo investigativo em Buenos Aires, há algum tempo. Na ocasião, ele apresentou uma reportagem sobre a farra de passagens na Câmara dos Deputados. O seu espírito irriquieto e contestador estava claro nas primeiras conversas e, mais ainda, nos inúmeros trabalhos especiais que desenvolveu, reconhecidos por prêmios da área e pelo respeito de colegas. As reportagens de Lúcio mostram a diferença entre um repórter que faz sua própria investigação, geralmente fora da agenda oficial, daqueles que apenas relatam investigações do Judiciário, da polícia e do Ministério Público. Uma análise da produção do repórter revela métodos de apuração atemporais, exemplos da melhor tradição do jornalismo”. Leonêncio Nossa, repórter especial do Estadão.

“Lúcio Lambranho é um jornalista insistente em buscar uma informação importante, ainda que pareça que ela esteja escondida. Como é direito das pessoas saber o que realmente está acontecendo, embora alguns não queiram que isso aconteça, o Farol deverá ser muito útil nessa missão simples, mas desafiadora, de trazer fatos relevantes ao conhecimento da sociedade. Isso se confunde com a história do próprio autor. Trouxe do sul do Brasil a garra de levantar a informação relevante que muitos preferiam esconder ou deixar para lá. Há nove anos, me convidou para participar de uma apuração dele sobre gastos incomuns de parlamentares com passagens de avião. Depois de alguns meses de reportagem, conseguimos ver resultados, como a proibição – agora mais que explícita – de uso de dinheiro público para bancar projetos e passeios particulares de suas Excelências. De volta ao Sul, Lúcio fez um ótimo trabalho no jornal Notícias do Dia. O que vier agora com o Farol deve ser um pouco mais disso. Bom proveito, Santa Catarina!”. Eduardo Militão, repórter do Correio Braziliense, com passagens pelo site Congresso em Foco e Jornal do Brasil.

“É preciso diferenciar a crise do jornalismo da crise das empresas jornalísticas. Enquanto administradores arrancam os cabelos tentando encontrar um “novo modelo de negócio”, outros profissionais apresentam soluções e inovações narrativas. Não se trata apenas de enxergar o copo meio cheio. Muitos projetos jornalísticos têm surgido nos últimos meses demonstrando que o noticiário convencional é insuficiente para informar e inflamar o cidadão. Felizmente, Santa Catarina tem seus bons exemplos.O Farol que se apresenta agora é uma iniciativa corajosa, séria e eticamente comprometida. Fazer jornalismo de dados, de investigação verdadeira e que fiscalize os poderes é uma ousadia necessária para os nossos tempos. Não é uma utopia, mas uma demanda da sociedade. A transparência dos atos públicos e das corporações não pode ser apenas um slogan; precisa ser um valor que orienta as atitudes de pessoas e organizações. O jornalismo responsável é um bom catalisador dessa transparência pública. Que o jornalista Lúcio Lambranho e sua equipe, incansáveis e inquietos, voltem esse farol para os muitos pontos de sombra da vida social catarinense!”. Rogério Christofoletti, professor do curso de Jornalismo da UFSC e pesquisador do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS).

“Existem repórteres e repórteres. Para alguns, bastam release, telefonema e consulta ao Google para elaborar uma matéria. Para outros, isso é apenas ponto de partida para apurações mais profundas, que exigem ir a campo, ouvir fontes qualificadas, perscrutar documentos, vasculhar arquivos. Os primeiros se tornam exímios no Crtl+C e Crtl+V, notabilizando-se pela nulidade perfeita, texto até bonitinho, mas ordinário. Os segundos fazem jornalismo, acrescentam conteúdo, influenciam, informam criticamente. É disso que a sociedade precisa e é o que teremos no projeto agora iniciado por Lúcio Repórter Lambranho, pelo qual torcemos.” Celso Martins, jornalista, historiador, escritor e editor do portal de notícias Daqui na Rede.

“Em 2000, tive a oportunidade de comandar um projeto do qual me orgulho muito, apesar da curta duração. Era uma revista mensal e com foco em reportagens que ajudassem jovens empreendedores na difícil missão de nascer e prosperar. Lúcio Lambranho era parte da equipe que montei. Já o conhecia da época da faculdade e dos trabalhos que ele havia feito em jornais de Florianópolis. Mesmo que tenha durado pouco, neste primeiro trabalho, pude começar a conhecer o repórter Lúcio Lambranho, que mais tarde fez carreira na cobertura política em Brasília, mexeu com o “status quo” da Capital federal, ganhou prêmios importantes e, por fim, ao retornar para Florianópolis, fez a diferença e ajudou a semear a paixão pela reportagem em boa parte da equipe do jornal Notícias do Dia. Fico feliz de ter participado deste processo que trouxe o Lúcio de volta para casa e que agora ele esteja colocando em prática seu desejo antigo de ter seu próprio site de reportagens. Quem acompanha o trabalho dele vê a qualidade das reportagens, o rigor da apuração, a coragem de questionar quem quer que seja, o enfoque com objetivo de fazer a diferença e contribuir para a mudança. Era assim lá em 2000 e continua sendo agora em 2016. São as marcas do trabalho do Lúcio que certamente estarão aqui neste Farol. Bem-vindo, Farol e, nunca é demais repetir, viva a reportagem!” Alexandre Gonçalves, jornalista e diretor da agenteinforma -produção e gestão de conteúdo e editor do blog Primeiro Digital.

“O repórter Lúcio Lambranho sempre se destacou por seu engajamento investigativo que o levaram a reportagens extraodinárias ao longo de sua carreira. Sou repórter do Estadão em São Paulo, mas nem por isso vi e ouvi menos sobre suas reportagens em seu período recente na imprensa catarinense. Tenho muitos amigos e colegas jornalistas na região e Lambranho tem sido uma unanimidade: seu trabalho no ND levou de volta o jornalismo para Santa Catarina. Sempre em busca de histórias relevantes, que revelem o oculto, o que é ou pelo menos deveria ser o compromisso de todo jornalista. Com sua saída do ND, o jornalismo catarinense perdeu. Agora surge uma nova luz com o Farol, e acredito que os cidadãos catarinenses poderão assim contar com um trabalho primoroso de reportagem que os ajudará em sua cidadania e na busca de uma vida melhor. A imprensa catarinense sempre foi marcada por fugir de questões importantes e esse é apenas um dos motivos pelos quais um Estado como esse não pode prescindir do jornalismo de Lambranho”. Josette Goulart, repórter especial de Economia do Estadão.

“Conheci Lúcio Lambranho há dez anos. Éramos repórteres no Correio Braziliense, em Brasília. Um outro escândalo político dominava as manchetes dos jornais: o mensalão. Fomos parceiros nessa cobertura e compartilhamos algumas apurações. Logo percebi todo o talento do colega para descobrir notícias. Passei a admirar sua produção jornalística, reconhecida por importantes prêmios nacionais. Ganha o país e Santa Catarina por terem Lambranho no desempenho do ofício ao qual se dedica com tanto afinco e, principalmente, agora em um projeto como o Farol.” Marcelo Rocha, repórter com passagem pelas redações do Correio Braziliense e revistas Época e IstoÉ.